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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mais sobre Vampirísmo - O Submundo Vampíro

Uma leitora me pediu para que eu postasse algo sobre o vampírismo.
Este texto não é meu. Eu achei este texto no site: http://www.christiananswersforthenewage.org/Articles_VampyrePortuguese.html

O SUBMUNDO VAMPIRO
Há muita história, mito e folclore acerca dos vampiros. Do romance Drácula, de Bram Stoker e do filme mudo de 1922, Nosferato até o filme de 1985 Fright Night, além do romance de 1976 Interview With A Vampire, de Anne Rice. O que muitos não percebem é que hoje há aqueles que se consideram vampiros, e há um genuíno submundo vampiro nos Estados Unidos e Europa. Mas esses vampiros não estão virando morcego. Estes vampiros de hoje são pessoas que não se consideram a si mesmos totalmente humanos, acreditando que nasceram vampiros ou que se tornaram um através de algum tipo de iniciação envolvendo beber sangue e sexo.
A personalidade do vampiro também pode ser tomada como uma forma de expressão pessoal pessoais, ou para indicar sentimentos de um grupo separado da sociedade. O que é verdade é que essa subcultura é totalmente fora da tendência cultural atual e é mais do que rejeição aos valores culturais, mas uma rebelião contra eles. Vampiros preferem, às vezes, que se soletre "vampyro", para distinguí-los dos vampiros estereotipados e da ficção. Muitas vezes se referem a eles como semelhantes. Há aqueles que não gostam do termo vampiro, mas preferem um nome como Anjo da Escuridão.
A subcultura vampira cobre uma série de crenças e práticas. Os envolvidos podem:
a) Restringir seu envolvimento aos jogos de encenação e fantasia. b) Reunir-se com góticos ou clubes similares nos finais de semana.
c) Ser atraído e envolvido em práticas eróticas associado com algumas formas de vampirismo. 
d) Ser arrastado para o ocultismo, o lado escuro do vampirismo. e) Acreditam que ganham poderes especiais através de beber sangue. 
F) Estar em grupo ou em clã com outros.
g) Identificam a si mesmo como vampiros baseados em sues próprios critérios pessoais.


Desde que o movimento é uma (sub) cultura dirigida e sem líder, não há nenhum conjunto consistente de crenças; há uma disputa a respeito do que o vampiro realmente é. O vampiro é reverenciado por várias pessoas como herói romântico, como um rebelde, como um senhor do poder das trevas, como um predador, como um rejeitado, ou como um imortal. Alguns alegam que beber sangue deve ser parte disso, enquanto outros declararam que beber sangue é da área daqueles que querem ser iguais e que o vampiro verdadeiro não se alimenta de sangue porém da energia psíquica de outra pessoa. Outros podem acreditar que ser um vampiro é o máximo em individualidade e daí podem fazer o que querem. Aqueles que estão seriamente envolvidos podem praticar um ou mais dos seguintes rituais: beber sangue, dormir em caixões, evitando a luz do dia; executar rituais ocultos, tomar drogas, usar dente canino afiado e insuar em práticas sexuais incomuns.
Raízes e influências
A cultura gótica (cultura germânica): Muitos consideram que a cultura contemporânea do vampirismo seja um subconjunto da cultura bárbara, um movimento abarcando o romantismo da escuridão e a personalidade rejeitada, porque o vampiro se vê como o banido de uma sociedade sem sentimentos. Muitos góticos, e isso é importante notar, não estão na subcultura vampira. O movimento gótico originou-se da subcultura punk dos anos setentas, principalmente através da música e das declarações contra o que estava sendo percebido como opressivo, materialista e valores superficiais em voga na sociedade de então. Aqueles que se identificam com o movimento, quase exclusivamente vestem roupas pretas, muitas vezes pintam o cabelo de preto, se divertem com literatura "dark" tal como lovecraft (Arte de Amar), Stephen King, Anne Rice e outros; podem usar correntes de prata ou têm vários piercings ( acessórios perfurante de valor estético duvidoso) espalhados pelo corpo; e podem pintar as unhas de preto. (Nota: Há aqueles que se vestem dessa maneira, mas não são góticos ou vampiros). Muitas vezes são pessoas criativas, eles apreciam discussões intelectuais e não podem se identificar com nenhum sistema religioso em particular, muitas vezes se apresentando como agnósticos1. Adolescentes góticos são provavelmente mais envolvidos com o ocultismo, bruxaria ou outras formas de espiritualidade alternativa. Muitos góticos têm a percepção de que não se encaixam na sociedade atual e têm experimentado alguma forma de isolamento social, familiar ou rejeição. Apesar da sua maneira sombria, góticos são pessoas delicadas que apreciam a literatura e a arte. Muitos podem usar seu olhar distante como um teste para ver quem os aceitará do jeito que são. Outros escolhem esse estilo porque julgam ser o mais confortável e sentem que é uma maneira artística de se expressar. A violência não é uma marca dessa cultura.
O submundo do vampirismo reflete muito desses traços da cultura gótica. Aqueles que assumem a personalidade de vampiro, pode não usar preto, mas algumas vezes usam jóias com símbolos ocultos como o ankh, longas capas com capuz e tornam suas faces pálidas com maquiagem branca. Como um movimento social conectado às visões góticas de mundo, a subcultura vampira é acreditada para espelhar a natureza predatória de uma sociedade da qual tecnologia e poder corporativo tem corroído a intimidade e lançado fora aqueles que não se submetem a essa desumanização. Nesse sentido, a desumanização da sociedade é zombada pela figura do vampiro, que a si mesmo não se considera humano.


Vampiro: o mascarado
Uma das influências do submundo vampiro, com exceção dos romances de Anne Rice, é o jogo do vampiro, Vampiro: o mascarado, a ação viva do jogador (LARP) que permite agir individualmente fora do papel de vampiro dentro do contexto de uma complexa estratégia de jogo. Jogadores escolhem pertencer a um dos sete clãs com nomes como Nosferatu, Tremere, Gangrel e outros, cada um com suas próprias características. Cada jogador escolhe certas características, muitas dos quais incluem poderes ocultos4. Na introdução do jogo, se descreve um mundo onde predadores, ambos humano e vampiro, estabelecem: "Suas características não existem no vazio. Antes, elas residem num mundo que existe em nossa imaginação, lugar conhecido como mundo da escuridão. Isso é o inferno proverbial em que suas características vivem e sofrem. Sua característica vampírica vive para caçar e se alimentar. Nunca ela verá a luz do dia. O mundo é um pesadelo gótico-punk, assustador, versão surreal do nosso próprio mundo...fardos das ruas assassinas à espreita na floresta urbana. Os tubarões burocráticos base da política e negócios... antigos vampiros rivalizando pelo controle de mortais e imortais".5
Nesse aspecto fantasioso, a cena vampira oferece conexões íntimas àqueles alienados da sociedade ou família, provendo uma ligação social e emocional profunda através dos jogos e encenações.6 Há também uma versão para computador desse jogo.
Quem é um vampiro?
Muitos consideram a si mesmos vampiros, pensando que há em seu sangue alguma coisa que os torna vampiros, um não humano. Acreditam que tenham nascido vampiro ou que foram iniciados como um. Eles podem ou não estar envolvidos em práticas ocultas. Eles freqüentemente reúnem-se em clubes góticos ou outros clubes. Um psicólogo que pesquisando a cena do vampiro indicou que tais clubes atraem "góticos, médiuns, pagãos, papel de jogadores, bruxas, vampiros reais, vampiros fetichistas, feiticeiros, lobisomens" e aqueles associados com vampiros moldadores. Alguns alegam que o vampiro é solitário, outros alegam que trabalham em grupo. Um vampiro indica que esses vampiros estão além da lei. Humanos, mas não humanos. Um poderoso ser que entende a realidade humana, mas que vive em lugares além da limitação humana. O verdadeiro vampiro também é chamado de meia-escuridão
Há uma discordância sobre quem é vampiro, desde que a cultura induziu diversos tipos: aqueles que são contandos em si mesmos; aqueles que bebem sangue para o espiritual, sexual ou razões aditivas; os mentalmente confusos; aqueles marcados pela compulsão de beber sangue; aqueles que não gostam de sol e aqueles que acreditam ter nascido vampiro.11 Como no moderno movimento neopagão, não há autoridade para decidir os critérios ou definições. Um pesquisador ofereceu uma definição de vampiro como alguém que tem a necessidade física de sangue. Outro pesquisador descobriu que o vampirismo está conectado com o satanismo ou apetites sexuais pervertidos, mas também encontrou neste estado aqueles que se auto-intitulam vampiros e que foram fisicamente abusados enquanto crianças ou horrivelmente negligenciados. Vampirismo também pode ser a quebra de tabus sociais, sexuais ou outros.
Adicionalmente, muitos vampiros e grupos de vampiros são secretos e difíceis, se não impossíveis de se investigar. A esse respeito, não é distinto do satanismo, o qual em alto grau de sigilo previne um claro e consistente entendimento de suas práticas e praticantes.
Vampiro: como exilado
O romance de Anne Rice romantizou o vampiro como um tipo de anti-herói existencial. Não mais como criatura má, o vampiro tornou-se uma má compreendida vítima apanhado em circunstâncias além do seu controle, um escravo das suas paixões e de suas necessidades por sangue humano. A melhor coisa do filme "Entrevista com o vampiro", baseado no romande de Anne Rice, opina um vampiro, é que o "estilo de vida do vampiro não o apresentou como a faceta da maldade, mas antes como inevitável peculiaridade da natureza... O vampiro se alimenta porque está faminto".15 O vampiro necessita manter imortalidade através de beber sangue, sua inabilidade para estar no sol, seu estranho erotismo, sua vida nos limites da sociedade como intruso, tudo transformou-se em um símbolo para aqueles que se vêem como os estranhos ou banido da sociedade.
Com o aumento da tecnologia, isso deu origem à nostalgia por sentimentos e contato íntimo. De acordo com o relato de um autor de ficção sobre vampiro, impressionantemente chamado Nothing, vampiros refletem góticos que sentem que nada são "somente refugo sem valor da sociedade".
O vampiro como predador
Em o Máscarado 1, o vampiro não é somente um romântico como pessoa cruel, talvez representando os elementos bestiais da humanidade "O que significa ser vampiro? Vampiros não são seres com dentes caninos alongados, eles são monstros mascarados de humanos". Simplesmente como um vampiro baseia-se em humanos, ele vive no temor da besta dentro de si mesmo".17
Embora essas descrições estejam dentro de um contexto de jogo de fantasia , em alguns casos a fantasia se derrama sobre a realidade. Um dos mais horríveis crimes cometidos por aqueles que alegam serem vampiros, dois assassinatos foram cometidos por um grupo de adolescentes vampiros, conduzidos por um jovem de 17 anos, filho de uma mulher que se considerava vampira.18 Antes dos assassinatos, alguns dos adolescentes beberam sangue um do outro. 19 Roderick Ferrell, o líder do grupo, foi sentenciado à morte em 1998, advertindo os adolescentes para não seguirem seu caminho e dizendo aos repórteres, após a sentença que ele se considerava um vampiro, mas não mais acreditando ser imortal ou possuir poderes especiais por ter bebido sangue.20
O vampiro criminoso, contudo, é uma exceção Embora haja tensões violentas entre alguns grupos, isso não é norma.
Às vezes, aqueles que exercem o poder no alto são considerados os verdadeiros vampiros. O diretor do Instituto de Pesquisas vampiras em Seattle, uma mulher em operação, disse que o autor de um livro da sociedade é um vampiro corporativo, como Bill Gates, que "se alimenta do trabalho dos outros". Essa visão da sociedade é a verdade vampira que foi expressada em Smashing Pumpkin?s, sucesso popular em 1990 "Bullet with Butterfly Wings", que abriu linha para "O mundo é vampiro".
Vampiro Paranormal: Muitos acreditam que há aqueles que podem extrair ou enfraquecer as energias psíquicas de uma pessoa. Aqueles que aderem a essa visão acreditam que a pessoa que faz isso é um vampiro porque ele ou ela está tirando outra de usa aura, vitalidade, ou emocional, física ou energia psicológica. O vampiro paranormal faz isso com poderes psíquicos, ficando fora do corpo, ou enviando um ataque em forma de pensamento à vítima.22 Alguns na subcultura vampira pensam que beber sangue é feito apenas por vampiros que desejam ser iguais a outros, mas esses vampiros verdadeiros "se alimentam de uma alma".23
Teologia do Vampiro: Os jogos de Stephen Jackson deram direitos a dois livros que adaptam o "Lobo branco vampiro": o mascarado" (White Wolf?s Vampire: Masquarede) e produziu o livro e guia do jogo Vampiro, a companhia mascarada (Vampire: The Masquarede Companion).24 Durante todo o livro, os vampiros são referenciados como os "filhos de cão" ou "canitas", numa crença de que esses vampiros são descendentes do Cão bíblico e maldito com sede de sangue.25 Um clã dos seguidores do sem, são descritos como tendo começado há mais de "sete mil anos atrás, quando os filhos de Cão começaram a permitir primeiramente que seus pastores formassem civilizações" e o mais idoso desse grupo, denominado Sutekh veio a ser "adorado como um deus da noite e da escuridão", eventualmente se chamando-se a si mesmo para se ajustar.26 A missão desse grupo é corrupção, subverter e destruir o que é bom, nobre, idôneo ou bonito dentro da sociedade familiar e mortal". 27 Um grupo de vampiros descreveram no jogo, o Sabbat, o arquinimigo do mascarado clã Camarila, que pode seguir os diferentes trajetos do Iluminismo, o qual pode incluir o hedonismo, rituais de sangue, serviço a demônios ou sobrevivência do mais apto.28
Uma organização chamada O Templo, em Lacey, Whasington, publicou a bíblia do vampiro a qual inclui o "Credo vampiro". 29 Parte dos estatutos desse Credo diz: "Eu sou vampiro. Eu adoro meu ego e adoro minha vida; para mim o único Deus é esse. Eu exalto minha mente racional e não me prendo a nenhuma opinião que é um desafio à razão. Eu declaro que não há nenhum céu, como não há nenhum inferno, e vejo a morte como destruidora da vida. Eu sou vampiro. Curve-se diante de mim"30 . A verdadeira vida vampira alegou que esse grupo iria voltar no tempo, "próximo a Gênesis" e que o pecado seria perdoado; o perdão é salvação, consequentemente salvação é o pecado final".31 Isso deveria ser reconhecido entre vampiros.
Não há coerente ou consistente ideologia nessa subcultura. Uma Pode se encontrar vampiros que praticam ou acreditam no agnosticismo, magia, varias crenças ocultas, reencarnação, ou mistura desses.32 A maioria dos vampiros refletem a mesma atitude dos góticos e todos esses tem direito a opinião própria.
Aos cristãos: Uma resposta a góticos e vampiros
Os cristãos devem primeiramente ter um reposta emocional e compassiva. Visto que muitos que estão na cultura gótica e no submundo vampiro estão procurando comunidade e ligação emocional devido ao passado de abuso ou alienação, nossa primeira resposta deve ser cuidado e interesse. Nós devemos manter em mente as palavras de um pesquisador que disse que o traço encontrado naqueles atraídos pelo vampirismo são: insignificância, mal-estar, confusão, sentimento de abandono, solidão, déficit de atenção, falta de amor-próprio saudável, desejo por controle ou poder sobre diferentes circunstâncias de impotência, desanimado, e a necessidade de "ser alguém".34 Isso deveria nos compelir a refletir nas palavras de Cristo em Mateus 9.9-13, especificamente o verso 13: "Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento."
Por outro lado, nós não deveríamos aceitar que tudo nas subculturas góticas e vampiras estão de algum modo perdido. Um grande número é brilhante, criativo e intelectualmente curioso. Alguns são igualmente defeituosos e também espertos, criativos e curiosos. Tentar dialogar com essas pessoas é uma maneira de entender de onde eles vieram. Eles buscam o autêntico, não o plástico; intimidade, não o grandioso. Eles são sensíveis aos comportamentos sociais artificais e superficiais.
Para rejeitar tais pessoas, para repudiá-los, ou escarnecer da forma como se vestem ou olham, porque se parece um estilo de vida bizarro, é para esquecer de que que eles foram também criados à imagem e semelhança de Deus, como nós fomos. Antes de você dialogar com um gótico ou com alguém em um estilo de vida vampiro, esteja certo de que está interessado por eles como pessoa e os respeita como tal.
Os seriamente envolvidos no vampirismo podem procurar se conservar com algum tipo de imortalidade, seja com a reencarnação ou beber sangue. Muitos vampiros romantizam o sangue e o seu suposto poder, mas somente o poderoso sangue de Cristo é que pode nos redimir da nossa natureza falha: Lucas 22.20; Romanos 3.25, 5.9; Efésios 1.7, 2.3; Colossenses 1.20; Hebreus 9.12-14; 22, 26-28, 10.19, 12.24; 1 Pedro 1.18-19; 1 João 1.7; Apocalipse 5.9. E acreditando na eficácia redentora do sangue de Cristo, graciosamente, vertido na cruz do calvário por nossos pecados nos dá a vida eterna que os vampiros procuram na imortalidade mítica.
Góticos ou vampiros: o lugar da caveira.
O dia mais escuro da humanidade foi o dia em que sol foi enegrecido, a terra agitada e o relâmpago rasgou o céu. Este dia ocorreu há 2 mil anos no Gólgota, o lugar da caveira. Jesus tinha viajado em aflição a esse lugar solitário fora de Jerusalém, seu corpo assustado e rasgado pelas batidas ferozes. Foi colocado entre dois ladrões na cruz, numa execução reservada aos criminosos. Jesus, nascido em um abrigo para animais, gastou muitos dos seus dias na Terra com os humildes e exilados dessa cultura ? prostitutas, , coletores de impostos, pescadores, os pobres. Ele tocou os impuros leprosos e curou eles. Porque Ele veio? Por que estava fazendo essas coisas? Ele consistentemente disse aos seus discípulos que estaria se entregando aos homens que o executariam e que foi com essa finalidade que tinha vindo. O homem tem pecado desde o Éden e o Deus santo exigiu uma expiação de sangue. Mas o sangue teve de vir de um homem perfeito. Não havia homem até Jesus, filho de Deus, tomar forma. Como o cordeiro perfeito de Deus, Jesus foi assinado violentamente, expiando seu sangue para reconciliar os pecados humanos. Esse foi o pagamento pela penalidade dos nossos pecados. Quando ele morreu na cruz, essa penalidade foi paga. Jesus disse: "está consumado". A redenção estava completa. Três dias mais tarde, ele conquistou a própria morte e levantou-se em pessoa da sepultura. Jesus tinha visto e tinha sido com todas elas: as rejeições impuras, imoralidade, senhores e escravos, zombadores e cruéis soldados que o golpearam e cuspiram nele, o isolamento no deserto, em sua apreensão, por seus discípulos, o solitário lugar da caveira, a escuridão da morte e isso tudo foi resistido por causa do grande amor por nós. Seu sangue vertido tem poder, não porque é mágico, mas porque é de um Deus-homem perfeito e, desse modo, redimir dos pecados e fazer justo diante de Deus quando você põe sua confiança no que Cristo fez na cruz. Jesus ascendeu da Terra ao trono de Deus onde não haverá tristeza para qualquer um que segui-lo agora. É para lá que você pode ir, para a eterna morada com Cristo. Se você sabe que tem pecado, e acredita que Cristo pagou pelos seus pecados com seu sangue pode render-se a Cristo e ao que Ele fez. Você pode ser reconciliado com Deus, não importa o que tenha feito. Você pode dizer a Deus que acredita em Cristo, pedindo perdão por seus pecados, acreditando que Ele é o único salvador. Isso é muito simples, contudo é a coisa mais profunda que poderia lhe acontecer.
Jesus disse que veio para morrer
"Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto e ressuscitar ao terceiro dia", Mt 16.21.
O sangue de Jesus
"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão", Hb 9. 22.
"Semelhantemente tomou o cálix, depois da ceia, dizendo: Este cálix é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós".
"Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção", Hb 9.12.
"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é , o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão", Hb 2.14-15.
"Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas de sua graça", Ef 1.7.
"porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus", Rm 3.22-25.
"E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, língua, e povo, e nação", Ap 5.9
Jesus sacia todos os sedentos
"E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre", Jo 7.37-38.
Recursos
Katherine Ramsland, Piercing the Darkness: Undercover with Vampires in America Today: Um profundo olhar psicológico e sociológico, além de análise do submundo vampiro. Ramland, um psicólogo, foi ao secreto do vampirismo, entrevistou envolvidos e reportou este olhar em primeira mão, relatou o que viu em primeira mão, assim como forneceu numerosas evoluções na cultura por outros pesquisadores, artistas e psicólogos que têm estudado essa subcultura. Seu livro também dedica um capítulo aos jogos de vampiro.
Jeff Guinn, Something in the Blood: Guinn, autor e editor associado, viajou pelo país com Andy Greiser, editor associado de jornal. Eles reportaram um por uma em entrevistas com várias pessoas que pesquisam ou são ativas no submundo do vampirismo. Há muita análise e uma boa observação e objetiva apresentação de pessoas entrevistadas, assim como um olhar sobre o vampirismo folclórico, literatura vampira e o vampiro na literatura e filmes.
Rosemary Guiley, Vampires Among Us: Guiley, pesquisador que tem escrito muitos livros sobre ocultismo e tópicos paranormais, apresenta a mais pessoal e criteriosa aproximação, descrevendo histórias de vampiros e seus encontros com pessoas que consideram-se a si mesmas vampiros e suas diferenças com a cena vampira atual.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dicionário Vampírico



            Existe entre os Membros um patois distinto, extraído de diversas 
            línguas, que confere novas nuances de significado a certas palavras 
            mortais. Muitas vezes é possível adivinhar a qual geração um vampiro 
            pertence pelo vocabulário que ele emprega. Há uma distinção nítida 
            entre as palavras usadas pelos anarquistas e as palavras usadas 
            pelos anciões. Usar a palavra errada nas circunstâncias erradas 
            costuma ser considerado um deslize seríssimo no protocolo.
            Linguagem Coloquial   
            Esses são os termos usados com mais freqüência na Família.
            Anarquista – Um rebelde na Família; indivíduo que não nutre respeito 
            pelos anciões. A maioria dos filhotes são automaticamente 
            considerados anarquistas pelos anciões, sendo desprezados como 
            produtos do século XX.
            Regiões Ermas - As áreas de uma cidade que são desprovidas de vida – 
            cemitérios, prédios velhos e abandonados, parques.
            Gênese, A – O momento em que um indivíduo torna-se vampiro; a 
            metamorfose de mortal para Membro. Também chamado de A Mudança.
            Livro de Nod – O livro “sagrado” da Família, que narra as origens da 
            raça e sua história primitiva. Jamais foi publicado em versão 
            integral, embora se saiba da existência de fragmentos em vários 
            idiomas.
            Besta, A – As motivações e necessidades que impelem um vampiro a 
            tornar-se um monstro completo, renunciando a toda a sua humanidade. 
            Vide “Homem”.
            Sangue – A herança do vampiro. Aquilo que faz do vampiro um vampiro, 
            ou simplesmente a substância sangue de um vampiro.
            Irmandade de Sangue – O relacionamento entre vampiros da mesma 
            linhagem e do mesmo clã. A idéia é muito semelhante à que existe 
            entre os mortais, apenas os meios de transmissão são diferentes.
            Jura de Sangue – A ligação mais potente que pode existir entre 
            vampiros; a recepção de sangue num reconhecimento de submissão. Ela 
            confere um poder místico sobre aquele que foi submetido à jura. Veja 
            Laço de Sangue.
            Prole – Um grupo de vampiros reunidos em torno de um líder 
            (normalmente seu senhor). Uma prole pode, com o tempo, vir a se 
            tornar um clã.
            Caitiff – Um vampiro sem clã; termo freqüentemente usado de forma 
            pejorativa. Ser um Desgarrado não é uma virtude para os Membros da 
            Família.
            A Camarilla – Uma seita global de vampiros à qual todos os Membros 
            podem filiar-se. Suas leis estão longe de ser absolutas, funcionando 
            mais como uma câmara de debates que como um governo.
            Criança da Noite – Um termo pejorativo para os vampiros jovens, 
            inexperiente ou tolos.
            Clã – Um grupo de vampiros que compartilham certas características 
            místicas e físicas. Vide linhagem, linhagem de sangue.
            Diablerie – Comportamento canibal comum entre os Membros. Consiste 
            em sugar o sangue de outro vampiro. Os anciões o fazem por 
            necessidade, enquanto os anarquistas o fazem para aplacar sua sede 
            de poder.
            Domínio – O feudo requisitado por um vampiro, na maioria das vezes 
            um Príncipe. O Domínio é invariavelmente uma cidade. 
            Ancião – Um vampiro com 300 anos de idade ou mais. Os anciões 
            consideram-se os Membros mais poderosos, e costumam travar a sua 
            própria Jyhad.
            Elísio – O nome conferido aos lugares nos quais os anciões 
            encontram-se e reúnem-se, normalmente museus, teatros ou outros 
            locais públicos de cultura elevada.
            Abraço, O – O de transformar um mortal em vampiro sugando o sangue 
            do mortal e substituindo-o por uma pequena quantidade do sangue do 
            próprio vampiro.
            Filhote – Um vampiro jovem e recém-criado. Vide neófito, Cria.
            Geração – O número de níveis entre um vampiro e o mítico Caim. As 
            vítimas de Caim foram a segunda geração, a progênie desta tornou-se 
            a terceira, e assim por diante.
            Gehenna – O fim do Terceiro Ciclo; o Armagedon iminente, no qual os 
            Antediluvianos acordarão e devorarão todos os vampiros.
            Carniçal – Servo criado quando um Membro permite que um mortal beba 
            de seu sangue sem que antes lhe seja sugado todo o sangue, o que 
            originaria uma progênie. 
            Refúgio – A casa de um vampiro ou o lugar onde ele dorme durante o 
            dia.
            Fome, A – Como ocorre com os mortais e outros seres vivos, a 
            motivação para alimentar-se. Para os vampiros, entretanto, isto é 
            muito mais intenso, e toma o lugar de outras motivações, desejos e 
            prazeres.
            Inconnu – Uma seita de vampiros, a maioria Matusaléns, que se 
            afastaram dos assuntos dos Mortais e da Família. Afirmam não ter 
            qualquer ligação com a Jyhad. 
            Jyhad – A guerra secreta travada entre os poucos vampiros 
            remanescentes da terceira geração, usando os vampiros mais novos 
            como soldados. Esse termo também é empregado para descrever qualquer 
            conflito ou beligerância entre vampiros. 
            Membro – Um vampiro. Muitos anciões consideram que mesmo este termo 
            seja vulgar, preferindo usar uma palavra mais poética, como Cainita. 
             
            Beijo – Sugar o sangue de um mortal, ou o ato de beber sangue em 
            geral.
            Lupino – Um lobisomem, o inimigo mortal dos vampiros.
            Viciado – Um vampiro que se alimenta de mortais que estejam sob a 
            influência de bebidas ou drogas para experimentar as mesmas 
            sensações. Vide Cabeça.
            Vida, A – Termo eufemístico para denominar o sangue mortal tomado 
            como alimento. Muitos Membros consideram o termo afetado e pudico. 
            Homem, O – O elemento da humanidade que permanece no vampiro, e que 
            luta contra os anseios básicos da Besta. 
            Máscara, A – O esforço começou depois do final das grandes guerras 
            para esconder a sociedade da Família do mundo mortal. Uma política 
            reafirmada depois da época da Inquisição.
            Príncipe – Um vampiro que requisitou o governo de uma cidade e está 
            apto a sustentar esse pedido nil disputandum. Um príncipe costuma 
            possuir uma prole para ajudá-lo. A expressão no feminino também é 
            príncipe.
            Enigma, O – O dilema essencial da existência de um vampiro – para 
            impedir a ocorrência de atrocidades ainda maiores, é preciso cometer 
            atos malignos de menor vulto. O provérbio é: Quanto mais monstruosos 
            formos, menos monstruosos seremos. 
            Degenerado – Um vampiro que se alimenta de outro vampiro, seja por 
            necessidade ou perversão. Vide Diablerie.
            Sabá, O – Uma seita de vampiros que controla a maior parte do leste 
            da América do Norte. Violentos e bestiais, extravasam uma crueldade 
            desnecessária.
            Seita – Nome geral para um dos três grupos principais dentro da 
            Família – A Camarilla, o Sabá, ou o Inconnu.
            Senhor – O pai-criador de um vampiro. A expressão é usada no 
            masculino e no feminino.
            Fonte – Um mancial de sangue potencial ou passado, normalmente um 
            humano.
            Jargão Arcaico
            As palavras a seguir são usadas pelos aniciões e por outros vampiros 
            antigos. Embora esses termos raramente sejam usados pelos 
            recém-criados, ainda constituem um vernáculo vivo entre os Membros 
            mais sofisticados. Os anciões podem ser identificados simplesmente 
            pelas palavras que empregam.
            Amaranth – O ato de beber o sangue de outro Membro. Vide Diablerie.
            Ancilla – Um vampiro “adolescente”; aquele que não é mais neófito, 
            mas que também ainda não é um ancião.
            Antediluvianos – Um dos Membros mais velhos, pertencente à terceira 
            geração. Um guerreiro da Jyhad.
            Arconte – Um vampiro que se recusa a fazer parte da sociedade da 
            Família, normalmente servindo um Justiçar. Os Arcontes são usados 
            com freqüência para seguir a trilha de Membros que fugiram de uma 
            cidade.
            Autarca – Um vampiro que se recusa a fazer parte da sociedade 
            vampírica, e não reconhece o domínio de um príncipe
            Cainita – Um vampiro. Vide Membro.
            Canaille – O rebanho mortal, especialmente os elementos que sejam 
            mais insípidos ignorantes (os quais os Membros preferem para se 
            alimentar).
            Cauchemar – Um vampiro que se alimenta apenas de vítimas adormecidas 
            e impede que elas acordem.
            Cuntactor – Um vampiro que evita matar, sugando tão pouco do sangue 
            da vítima que ela não possa morrer. Faut plus chasser, peut mieux 
            dormir. Compare co Casanova.
            Círculo – Um grupo de Membros que protegem e apóiam um indivíduo 
            contra estranhos. Vide Cria.  
            Consanguíneo – Indivíduo da mesma linhagem (normalmente um Membro 
            mais jovem).
            Capacho – Aquele que se alimenta dos indigentes e que normalmente 
            não possui seu próprio refúgio. Vide Vira-latas.
            Burguês – Um Membro que caça em clubes noturnos, bairros de 
            reputação duvidosa e outros locais de entretenimento onde os mortais 
            procurem a companhia do sexo oposto. Vide Abutre.
            Golconda, A – O estado aspirado por muitos vampiros, no qual 
            encontra-se um equilíbrio entre necessidades e escrúpulos opostos. A 
            queda para a bestialidade é interrompida, e o indivíduo alcança uma 
            forma de êxtase. Como o Nirvana dos mortais, dele fala-se muito mas 
            conhece-se pouco.   
            Humanitas – O nível em que um Membro ainda retém alguma humanidade.
            Rebanho – Um termo pejorativo para os mortais, normalmente usado em 
            oposição a Membro. A expressão Membro e Rebanho significa “o mundo 
            inteiro”.
            Sanguessuga – Um humano que bebe do sangue de um vampiro, mais ainda 
            assim retém total liberdade. Normalmente ele mantém o vampiro como o 
            seu prisioneiro, ou oferece grande recompensa pelo sangue.
            Lextalionis – O código da Família, aparentemente criado por Caim. 
            Ele sugere justiça bíblica – olho por olho, dente por dente. Vide 
            Tradições. 
            Linhagem – A linhagem de um vampiro, perpetuada mediante o Abraço.
            Matusalém – Um ancião que não vive mais entre outros Membros. Muitos 
            Matusaléns pertencem ao Inconnu.
            Neófito – Um Membro jovem e recém-criado. Vide Filhote, Cria.
            Osíris – Um vampiro que se cerca de seguidores mortais ou carniçais 
            num culto ou esconderijo para melhor obter alimento. A prática é 
            hoje menos comum do que já foi.
            Papillon – O bairro da luz vermelha. A área da cidade composta de 
            clubes noturnos, cassinos e bordéis. O principal território de caça 
            da cidade.
            Progênie – Termo coletivo para todos os vampiros criado por um 
            senhor. Vítima é um termo menos formal e elogioso.  
            Praxis – O direito de um príncipe em governar; o conjunto de regras, 
            leis e costumes adotados por um príncipe em particular.
            Primigênie – Os líderes da cidade ou o concílio legislador de 
            anciões. Aqueles que apóiam o príncipe e possibilitam o seu governo.
            Regente – Aquele que criou um Laço de Sangue sobre outro Membro, 
            oferecendo-lhe sangue da Família três vezes. Vide Laço de Sangue.
            Lacaios – Humanos que servem a um mestre vampiro. Eles geralmente 
            são carniçais ou estão sob o domínio mental de um mestre vampiro. 
            Este controle às vezes é tão completo que os mortais são incapazes 
            de executar qualquer ação por sua própria vontade. 
            Sereia – Uma vampira que seduz mortais, mas que não os mata e suga 
            apenas um pouco de sangue depois de colocar o mortal em sono 
            profundo. Vide Sedutora.
            Suspiro – A dança do sonho durante o estágio final da busca pela 
            Golconda.
            Terceiro Mortal – Caim, o progenitor de todos os vampiros, segundo o 
            Livro de Nod.
            Escravo – Um vampiro que é mantido sob um Laço de Sangue, e portanto 
            sob o controle de outro Membro.
            Vitae – Sangue.
            Wassail – A liberação final e o último frenesi. O Wassai ocorre 
            quando os últimos vestígios de humanidade são perdidos e um vampiro 
            mergulha na loucura.
            Cria – Termo pejorativo para um vampiro jovem; Originalmente usado 
            apenas como referência à própria progênie do indivíduo.
            Gente – Mortal, humano.
            Caçador de Bruxas – Um humano que procura por vampiros para 
            mata-los.
            Liberal – Nome atribuído a um Cainita que possui um interesse 
            obsessivo nos eventos e na cultura mortal.
            Termos Vulgares 
            As palavras abaixo são usadas com mais freqüência pelos anarquistas, 
            os vampiros mais jovens que desprezam e/ ou ignoram as tradições dos 
            anciões. Buscam estabelecer sua própria cultura e inventar sua 
            própria língua faz parte do processo. Obviamente, eles usarão o 
            Jargão Arcaico quando não tiverem outro termo para a mesma coisa. 
            Alguns anciões já usavam a forma vulgar de uma palavra quando 
            desejavam provocar um efeito mais forte ao falar.    
            Vira-latas – Um vampiro que não possui nenhum tipo de refúgio, mas 
            que resida num lugar diferente a cada noite. Também usado como 
            referência para os Membros que se alimentam de mendigos e outros 
            sem-teto. 
            Assalto – A prática, muito difundida entre Membros jovens, de roubar 
            sangue de bancos de sangue. Sangue resfriado e removido há muito 
            tempo do corpo é menos satisfatório, mas alguns neófitos adoram 
            entrar num banco de sangue e beber até caírem. Muitos príncipes 
            consideram esta prática uma brecha na Máscara.
            Ladrão de Banco – Um Membro que adere à prática do Assalto.
            Mão Negra – Uma seita envolvida na Diablerie. Vide Sabá.
            Portador – Um vampiro que contrai uma doença infecto-contagiosa e 
            subseqüentemente a espalha para cada fonte de quem se alimentar.
            Linhagem – A ancestralidade de um vampiro.
            Laço de Sangue – Uma servidão em grau místico a outro vampiro, 
            decorrente da Jura de Sangue. Ver Regente.
            Marionete de Sangue – Um Membro que é mantido sob a regência de 
            outro. A marionete de sangue foi submetida a um Laço de Sangue e não 
            está mais livre.
            Boboleta – Indivíduo que se infiltra na alta sociedade dos mortais, 
            alimentando-se apenas dos ricos e famosos.
            Casanova – Um vampiro que se delicia em seduzir mortais, mas não os 
            mata, sugando apenas um pouco do sangue, apagando o evento da 
            memória da vítima depois de ter terminado. Há rumores de que o 
            Casanova original era (ou é) um vampiro, mas geralmente não se crê 
            nisso. Vide Cauchemar.
            A Mudança – O momento e o processo de tornar-se vampiro. Vide 
            Gênese.
            Amaldiçoados, Os – Os imortais, a raça dos mortos-vivos. Os vampiros 
            como um todo.
            Doador – Uma fonte potencial ou passada, normalmente um humano.
            Fazendeiro – Termo pejorativo para um vampiro que cria animais com o 
            propósito de se alimentar. Vide Vegetariano.
            Feudo – Termo sarcástico para o domínio de um clã ou príncipe.
            Cabeça – Um vampiro que se alimenta daqueles que estão sob 
            influência de uma droga, de modo a sentir o efeito. O termo Cabeça  
            é usado associado ao vício correspondente, caso o vampiro prefira 
            uma droga em especial.
            Caçador de Cabeças – Um ancião que caça outros Membros pelo seu 
            sangue. Vide Degenerado, Diablerie.
            Lambedor – Um vampiro. Veja Membro.
            Zona, A – O terreno de caça representado pelos clubes noturnos, 
            bares e outros locais de entretenimento onde os mortais dancem, 
            bebam e procurem a companhia do sexo oposto. 
            Abutre – O vampiro que use a Zona como território de caça é um 
            Abutre no jargão vulgar. Pappilon e Burguês são termos 
            progressivamente mais antigos que significam o mesmo.
            Velho do Sono – Um vampiro que se alimente apenas de vítimas 
            adormecidas. Vide Cauchemar.
            Vadiagem – O ato de alimentar-se dos sem-teto e mendigos. Um vampiro 
            que faça apenas isso é um Vadio. 
            Caçador – Um mortal que caça os Membros. Vide Caçador de Bruxas.
            Sedutora – Um termo às vezes usado para uma fêmea que se comporte 
            com Casanova.
            Território – A cidade, ou seção da cidade que os vampiros tentem 
            reivindicar para si mesmos. Vide Feudo, Domínio.
            Vegetariano – Termo sarcástico para um vampiro que se recuse a sugar 
            sangue de humanos, preferindo alimentar-se de animais. Vide 
            Fazendeiro.


Dicionario vampirico, Tirado do site: Spectrum
download do texto original: DOWNLOAD
             

domingo, 19 de junho de 2011

Vampiros




A palavra Vampiro surgiu por volta do século XVIII. Tem origem no idioma sérvio como Vampir, e sua forma básica é invariável nos idiomas tcheco, russo, búlgaro e húngaro.
Lendas oriundas da Eslováquia e da Hungria, estabelecem que a alma de um suicida deixava seu sepulcro durante as noites para atacar os humanos, sugava o sangue e retornava como morcego para o túmulo, antes do nascer do sol. Assim, suas vítimas também tornavam-se vampiros após a morte. As civilizações da Assíria e Babilônia, também registram lendas sobre criaturas que sugavam sangue de seres humanos e animais de grande porte. Outros mitos pregam que as pessoas que morrem excomungadas, tornam-se mortos-vivos vagando pela noite e alimentando-se de sangue, até que os sacramentos da Igreja os libertem. Crianças não-batizadas, e o sétimo filho de um sétimo filho também se tornariam vampiros.
O lendário Livro de Nod, originalmente concebido por White-Wolf para o RPGVampiro - A Máscara, narra a origem dos vampiros. Além de A Crônica das Sombras revelando os ensinamentos ocultos de Caim; e A Crônica dos Segredosque revela os mistérios vampíricos.
A tradição judaico-cristã, prega a origem dos vampiros associada aos personagens bíblicos Caim e Abel. Como é descrito, Caim foi amaldiçoado por Deus pelo assassinato de seu irmão, Abel. Os Anjos do Criador foram até ele exigir que se redimisse. Orgulhoso, recusou-se e acatou as punições impostas pelos Anjos. A partir deste momento, Caim via-se condenado a solidão e vida eterna, temendo o fogo e a luz, longe do convívio dos mortais.
Caim foi anistiado por Deus após sofrer durante uma era inteira. De volta ao mundo terreno dos homens, fundou e fez-se rei da primeira cidade chamada Enoque. Mas ainda temia a luz, o fogo, e a solidão da eternidade.
Passado-se muitos anos de prosperidade em Enoque, Caim ainda sentia-se só devido a sua imortalidade. Abatido e desmotivado, acabou por cometer outro grande erro: gerou três filhos, que posteriormente geraram outros. Seguiram-se tempos de paz até que chegou o grande dilúvio e lavou toda a Terra. Na cidade de Enoque, sobreviveram apenas Caim, seus filhos, netos e uns poucos mortais. Caim recusou-se a reconstruir a cidade, pois considerava o dilúvio um castigo divino por ter subvertido as leis naturais e gerado seres amaldiçoados como ele. Assim, sua prole reergueu Enoque e assumiu o poder perante os mortais.
Após um período de paz e prosperidade, os sucessores de Caim passaram a travar batalhas entre si. A autoridade dos governantes foi revogada, e tanto os mortais como os membros da prole sentiam-se livres para fundar outras cidades e tornar seu próprio rei. Dessa forma, os imortais ascendentes de Caim, espalharam-se por toda a Terra.
Nesta versão da origem dos vampiros, vimos que tudo teve início com uma maldição divina atribuída a Caim, e depois herdada por sua prole. Porém, torna-se muito difícil estabelecer um limite entre os fatos e as lendas que circundam o mito vampírico, já que boa parte destas informações confunde-se entre os relatos e pesquisas históricas coerentes, com a ficção dos filmes e RPG’s.
Na lenda de Caim, a conotação do termo Vampiro ainda está ligada apenas ao sentido de imortalidade, solidão e aversão a luz. A relação estabelecida entre a longevidade e a sede pelo sangue (que caracteriza a imagem mais comum dos vampiros), deve-se possivelmente, a personagens lendários que viviam anos incalculáveis alimentando-se de sangue humano, após terem firmado supostos pactos com entidades malignas. Outras versões são encontradas em diferentes culturas, e todas combinam fatos históricos com a crendice regional. Portanto, a maior parte dos povos possui uma entidade sobrenatural que alimenta-se de sangue, imortal e considerada maldita. O mito do vampiro é um ponto comum entre várias civilizações desde a Antigüidade.
Uma das maiores referências do mito vampírico é o sanguinário Vlad Tepes (ou Vlad III), que existiu realmente no século XV na Transilvânia. Porém, ele governou apenas a Valáquia, que era uma região vizinha. Apesar da crueldade extrema com os inimigos, Vlad III não possuía nenhuma ligação com os vampiros. O termo Drácula (Dracul, originalmente significa Dragão) foi herdado de seu pai, Vlad II, que foi cavaleiro da Ordem do Dragão. Provavelmente, a confusão se deu através da semelhança entre os termosDrache, que era o título de nobreza atribuído à Vlad II, e Drac que significaDiabo.
A relação entre Vlad III e o mito vampírico foi dada pelo escritor Bram Stocker. O autor de Drácula inspirou-se (provavelmente) nas atrocidades cometidas por Vlad III, e as incorporou em seu personagem principal. A partir deste momento, Vampiro e Drácula tornaram-se praticamente sinônimos na literatura e nas crenças populares.
No Brasil também encontra-se mitos relacionados aos vampiros e outros seres semelhantes. Neste caso, os registros entrelaçam-se com o rico folclore das várias regiões do país. Desde os centros urbanos, até as áreas menos desenvolvidas do Brasil, é comum ouvir-se relatos dos ataques sanguinários de criaturas que perambulam pelas madrugadas. Na maioria das vezes, essas histórias assemelham-se muito com as lendas européias.
Na mitologia indígena existe o Cupendipe, que apesar de não possuir a sede de sangue caracterizada pelos vampiros, possui asas de morcego, sai de sua gruta apenas durante a noite e ataca as pessoas usando um machado.
No nordeste brasileiro conta-se a história do Encourado. Um homem de hábitos noturnos, que usa trajes de couro preto, exalando um odor de sangria. O Encourado ataca animais e seres humanos para sugar-lhes o sangue. Prefere as pessoas que não freqüentam igrejas. Porém, os habitantes das cidades por onde o Encourado passa, oferecem-lhe o sacrifício de criminosos, crianças ou animais de pequeno porte.
Em Manaus, há relatos da presença de uma vampira que atacava os moradores, sugando o sangue através da jugular e deixando marcas de dentes em sua vítimas, exatamente como é contada nos cinemas. Após os ataques, a vampira corria em direção a um rio e transformava-se em sereia, desaparecendo na água. A Vampira do Amazonas possui a capacidade de transmutar-se e força física descomunal.
Em maio de 1973 no município paulista de Guarulhos, foi encontrado o corpo de um rapaz com as perfurações características em seu pescoço. Esse é apenas um exemplo da hipotética ação de vampiros em zonas urbanas. Neste caso, os relatos transcendem a fronteira da boataria e do folclore.

Fonte: Spectrum

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